Asteya pode
significar não-roubar, mas na verdade o significado desta palavra é muito mais
amplo do que o roubo de bens materiais. Pode significar, também, o roubo de
ideias ou pensamentos e também o tempo do outro.
Hoje em dia, e com o uso cada vez mais
massificado da internet, isso torna-se bastante rotineiro e a informação que é
disponibilizada é muitas vezes copiada sem se fazer qualquer referência ao
autor.
Já sabemos que o ato de roubar bens
materiais é algo que é condenado até pelas leis dos diferentes países, mas o
que dizer quando nos aproveitamos do tempo do outro, muitas vezes em conversas
sem qualquer conteúdo, falando só porque sim, num mau uso da palavra?
Todas estas ideias estão associadas
de uma forma direta a este Yama.
Segundo Patanjali, quando o aspirante pratica Asteya, ele desenvolve poderes cognitivos, tais como clarividência
ou consciência intuitiva, porque deixamos de roubar o que quer que seja ao
outro e passamos a estar muito mais centrados em nós mesmos.
Nos florais podemos encontrar uma
associação com o Heather (Calluna Vulgaris), pois é indicado para
pessoas que precisam de ser vistas e reconhecidas, falam muito e têm grande
necessidade de serem ouvidas pelos outros.
Querem constantemente a atenção, mas
são vazias no seu discurso, quer do ponto de vista emocional, quer do pensamento.
Manipulam o tempo do outro, porque
não querem ficar sós.
Com este floral, as pessoas aprendem
a dialogar e a partilhar as suas preocupações de forma afetiva, ajudando-as a
desenvolver uma verdadeira empatia e preocupação pelo outro.

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