quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Florais e Yamas - Asteya


Asteya pode significar não-roubar, mas na verdade o significado desta palavra é muito mais amplo do que o roubo de bens materiais. Pode significar, também, o roubo de ideias ou pensamentos e também o tempo do outro.
Hoje em dia, e com o uso cada vez mais massificado da internet, isso torna-se bastante rotineiro e a informação que é disponibilizada é muitas vezes copiada sem se fazer qualquer referência ao autor.
Já sabemos que o ato de roubar bens materiais é algo que é condenado até pelas leis dos diferentes países, mas o que dizer quando nos aproveitamos do tempo do outro, muitas vezes em conversas sem qualquer conteúdo, falando só porque sim, num mau uso da palavra?
Todas estas ideias estão associadas de uma forma direta a este Yama.
Segundo Patanjali, quando o aspirante pratica Asteya, ele desenvolve poderes cognitivos, tais como clarividência ou consciência intuitiva, porque deixamos de roubar o que quer que seja ao outro e passamos a estar muito mais centrados em nós mesmos.
Nos florais podemos encontrar uma associação com o Heather (Calluna Vulgaris), pois é indicado para pessoas que precisam de ser vistas e reconhecidas, falam muito e têm grande necessidade de serem ouvidas pelos outros.
Querem constantemente a atenção, mas são vazias no seu discurso, quer do ponto de vista emocional, quer do pensamento.
Manipulam o tempo do outro, porque não querem ficar sós.
Com este floral, as pessoas aprendem a dialogar e a partilhar as suas preocupações de forma afetiva, ajudando-as a desenvolver uma verdadeira empatia e preocupação pelo outro.
Deixam de ter necessidade de roubar o tempo daqueles que as rodeiam.












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