segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Gratidão

Uma vez li algo, já não me recordo muito bem onde, que dizia: " E se amanhã tivesses apenas aquilo pelo qual agradeceste hoje?".
Parei e pensei: "Não teria absolutamente nada!", principalmente nessa altura, que me estava sempre a lamentar e esquecia-me de agradecer pelas coisas boas que a vida me traz. É que este simples acto leva-nos a que automaticamente mudemos o chip e passamos a focar-nos nos aspectos positivos do nosso dia a dia.
Por experiência própria, aos poucos a nossa percepção da vida altera-se naturalmente, passamos a estar muito mais atentos ao que se passa à nossa volta e muitas vezes dou por mim a agradecer porque alguém sorriu para mim na rua, ou um desconhecido me deu bom dia, ou porque quando cheguei a casa tinha a Mia à minha espera.
E passei de pequenos agradecimentos ao o que considero o maior deles todos: Estou grata à vida, do fundo do meu ser, estou muito grata à vida!
E tu? De que estás grato hoje???

Ps: Para enraizar bem este habito em mim, saquei uma aplicação incrível, que se chama "Grid Diary", está disponível gratuitamente para IOS e é em português! :)


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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O que atraímos!!

Sempre me perguntei se o que o que eu atraía/atraio é o reflexo daquilo que penso e sinto,  ou se será mera casualidade da vida, ou por outra desafios que nos são colocados na vida.
Confesso, que embora ache que estamos sempre sujeitos a desafios quer para provar que realmente os nossos limites estão bem estabelecidos, ou para ver o quão perseverante somos em relação a nós próprios, ou, ainda para nos conhecermos, acredito plenamente em co-criação.
E o que significa isto?! Pois bem, co-criação refere-se ao facto de a nossa realidade ser o reflexo daquilo que nós somos, e mais, podemos alterar essa mesma realidade e para isso basta mudar a nossa maneira de pensar e agir.
A inicio pode parecer um pouco estranho e até levar-nos a uma certa revolta, principalmente quando as coisas não estão bem, mas a meu ver, a nossa vibração atraia vibração semelhante.
Portanto, o que sugiro hoje, é para parar e pensar no que há à nossa volta, que tipo de pessoas temos na nossa vida, que situações estamos a viver e analisar, sem julgamentos.


sábado, 22 de outubro de 2016

Ética no Yoga - Parte III

Nyamas são cinco regras que regulam o comportamento connosco próprios:

  • Sauchan: pureza, conseguida através de uma alimentação adequada, sem o uso de drogas nem hábitos tóxicos que alteram o equilíbrio do corpo. Importante, também a execução de Asanas, pois tonificam o corpo, removem toxinas e bloqueios; Pranayama limpa os pulmões oxigenando o sangue; limpeza da mente purificando os pensamentos e deixando fluir as emoções. Também a ter em consideração a limpeza do nosso meio envolvente.
  • Santosha: O contentamento, cultivando e desenvolvendo estados de satisfação e alegria independentemente das circunstâncias externas. No entanto não deve ser usado este conceito para aceitarmos a realidade evitando o esforço de mudar e transformar.
  • Tapas: significa calor e pode ser entendido como a força ardente para alcançar objectivos determinados para a vida, através da disciplina, autocontrolo, e persistência, não só na prática de Yoga, mas também na vida pessoal.
  • Svadhyaya: refere-se à descoberta de nós próprios, seja pela reflexão das escrituras sagradas, mas também a aplicação prática desse conhecimento, percebendo que toda a criação é movida pela mesma energia do Universo.
  •  Ishvarapranidhana: lembra-nos que existe uma força superior, quer à nossa volta quer dentro de nós e é a essa força que devemos entregar nossas ações, sem esperar recompensas, nem nos apegarmos ao resultado. Entrega ao todo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Etica no Yoga - Parte II



Yama são restrições morais que definem o nosso pensamento, discurso e acções:

  • Ahimsa: significa não violência, entende-se como a compaixão por todos os seres vivos, incluindo connosco próprios e pelo nosso meio envolvente.
  • Satya: é a verdade, ou seja caracteriza-se em fazer coincidir os nossos pensamentos com o nosso discurso e acções.
  • Asteya: não roubar, aqui inclui-se também o não cobiçar nem invejar o que é do outro.
  • Brahmacharya: controlo dos sentidos, a não dissipação da energia (prana) dando ênfase a uma vida de abstinência e celibato de modo a que essa mesma energia seja utilizada na prática e estudo do Yoga. Na prática o significado Brahmacharya pode ser entendido pelo não desvirtuamento da sexualidade, optando por um caminho de equilíbrio e de amor.
  • Aparigrata: não possessividade, ou seja, a generosidade e o desapego quer por bens materiais quer por relações afectivas, de modo a que se treine a mente a que não sofra com a perda, praticando a gratidão e contentamento.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

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Hortelã pimenta (Mentha Piperita)

Talvez a minha planta favorita, a que mais uso, quer em infusões, quer em receitas.
Conhecida pelas suas propriedades digestivas, anti-séptico, astiespasmódico e expectorante. Como óleo essencial é muito utilizado para congestões, tosse e febre. Evitar o óleo durante a gravidez, uma vez que promove a menstruação.
As infusões são usadas para tratar indigestão, diarreia, flatulência e pedra na bexiga.
Principais constituintes desta planta são mentol, limoneno, flavonóides, carotenóides e tanino
Planta que acalma o dosha pitta e na culinária adiciono a saladas, molho de iogurte e salada de frutas.
Para quem quiser ter em casa, os cuidados a ter são regar frequentemente, mas não deixar a raiz alagada. Embora esta planta resista a variações de temperatura, não tolera geadas.
À medida que vai crescendo é importante cortar as folhas de cima, para que não tire a luz às folhas que estão a nascer. Manter esta planta, idealmente, em locais onde as temperaturas sejam acima dos 10ºC.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Yoga-me

Fique bastante curiosa quando vi este livro na prateleira da livraria. Não há muitos relatos de como o yoga entra na vida das pessoas e como a transforma invariavelmente.
Quando comecei a ler, identifiquei-me logo com cada palavra que ali estava escrita. A forma clara e profundamente sentida de quem vive com o yoga e está muita atenta às mudanças que vêm com a prática são uma constante neste livro.
Não se cingiu, apenas, ao que no Ocidente se considera ser o Yoga - asanas ou posturas - e vai mais além. Fala da ética, das mudanças alimentares, de ser/estar que estão inerentes e muitas vezes são naturais a quem pratica, dos diferentes estilos, da viagem ao interior de nós próprios e de como nos prepara para a conexão com a nossa consciência.
Um manual bastante simples, mas muito rico em conteúdo e ensinamentos, onde a humildade de explanar se sobrepõe ao impor de um certo e errado.

Grata por ter lido este livro e por esta informação estar disponível.

Namastê



domingo, 16 de outubro de 2016

Chakras

Existem seis centros energéticos ou chakras e um sétimo, um palmo acima do topo da cabeça, que se une aos outros seis. Estes são os principais, uma vez que há milhares de outros centros espalhados por todo o corpo.
O primeiro, que se encontra na base da coluna designa-se por Muladhara e é representado por um lótus de quatro pétalas. A cor associada a este chakra é o vermelho. O segundo chakra, Swadhishthana está ligeiramente abaixo do umbigo, tem a cor laranja e seis pétalas. O Manipura, terceiro chakra, encontra-se um pouco acima do umbigo tem a cor amarela e um lótus com oito pétalas.
De seguida, o Anahata tem a cor verde-esmeralda, a sua localização no centro do peito e doze pétalas. O Vishuddha, ou chakra da garganta tem a cor azul e dezasseis pétalas.
O sexto chakra, Anja, está situado entra as sobrancelhas, tem duas pétalas e é aí que se dá a união do masculino com o feminino. A cor que o caracteriza é o azul índigo e é representado por um lótus de duas pétalas.

O sétimo chakra é o Sahasrara e é representado como um lótus de mil pétalas e a sua cor o violeta ou roxo.

Esta breve descrição será a primeira abordagem que vou fazer a este tema. Serve para se familiarizarem com as características dos chakras. Já agora, um dado curioso, a palavra em sânscrito diz-se Tchakras!

Namaste

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Facto 1

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Ética no Yoga - Parte I

Considero a ética no Yoga um dos temas mais importantes quando se pretende iniciar uma vida com Yoga. A prática de asanas, pranayama, concentração e meditação são de grande importância para disciplinar o corpo e a mente, mas uma conduta harmoniosa em relação a nós próprios e ao meio envolvente permite-nos vibrar no amor, com respeito e compaixão.
O Raja Yoga de Patanjali e o seu Yoga Sutras define conceitos e dá instruções que são consensuais para todos os mestres de Yoga. O objetivo é equilibrar o turbilhão de pensamentos e emoções de modo a alcançar a independência, kaivalya. Para isso, Patanjali refere duas formas de controlar a mente: Abhyasa, que é a prática constante de segurar a mente, não deixando que vagueie e Vairagya, que significa o não apego às emoções, deixando-as fluir.
Para nos mantermos no centro, não provocando desarmonia com a Natureza é importante conhecermos e não praticar, o que Patanjali designou como as cinco Kleshas (que significa “aflições”) e são elas:

1.       Avidya: significa “ignorância” e entende-se por aqueles comportamentos da mente que não têm em conta que o homem enquanto consciência é eterno, puro e não sofre.

2.       Asmita: é o viver “agarrado” à personalidade, identificado com ela, sem entender que a nossa maneira de ser apenas nos permite viver neste plano.

3.       Abhinivesha: significa “possessividade” que começa com o estar demasiado agarrado ao corpo físico, sem entender que é apenas um instrumento que nos é útil e está disponível para nos servirmos dele sempre com muito amor e respeito.

4.       Raga: “Desejos”  e    5. Dwesha: “Repulsas”: Isto faz com que o individuo avalie as situações mediante os benefícios do momento, em vez de ver a sua verdadeira importância enquanto ser imortal.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Variações do Yoga

É com a prática de Yoga que alcançamos a transcendência.
 Através do disciplinar do corpo (auto-controlo) e da mente (meditação) há uma transmutação que nos permite a libertação desta realidade dual (Maya) e por conseguinte a iluminação (Samadhi).  
Yoga é um modo de ser/estar/viver a vida, uma filosofia de vida.
Inicialmente, o Yogi tem de se desprender das amarras de Maya, pelo controlo dos sentidos, emoções e parando o fluxo de pensamentos que são produto do Ego.
Uma analogia bastante interessante que demonstra o estado em que nos encontramos é comparando a nossa realidade à superficie de um lago quando o vento sopra. Quando o vento se detém as imagens distorcidas dão lugar às formas verdadeiras, tão sólidas e constantes como a “permanência da divindade absoluta”.

Feijão preto com nabiças e arroz




Esta receita é super fácil de fazer e muito saborosa (adaptada do livro Deliciously Ella)!

Ingredientes:

1 lata de feijão preto
1 molho de nabiças (pode-se usar, em alternativa, espinafres)
alhos
1 colher de sopa de pasta de miso
Azeite
Polpa de tomate (usei uma caneca bem cheia)
Sal
1 caneca de arroz
Curcuma
Água
Picante

Preparação:


  • Levar ao lume numa panela os grelos, três colheres de sopa de azeite, a polpa de tomate e uma colher de paste de miso e dois alhos esmagados e um um copo de água e um pouco de picante (eu usei malagueta).
  • Após levantar fervura, cozinhar por 10 minutos em lume brando. 
  • Adicionar a lata de feijão preto e mexer bem, de modo a envolver todos os ingredientes.
  • Deixar mais 10 a 15 minutos, ou até o molho engrossar e os sabores estarem apurados.
  • Para o arroz, eu fiz de um modo bem simples: numa panela coloquei duas medidas de água a ferver para uma de arroz (usei uma caneca), sal, 1 colher de chá de curcuma, um dente de alho esmagado e deixei cozinhar em lume brando até a agua ter evaporado. Podem ir mexendo, de vez em quando. 
Confesso que foi o meu jantar durante vários dias e cada vez vai ficando mais saboroso!!!

Yoga: significado básico da palavra

Yoga é a minha filosofia de vida.
(Só para vos contextualizar) Comecei a praticar Yoga por curiosidade, era algo diferente do que alguma vez tinha feito e decidi experimentar. O primeiro impacto foi positivo, gostei como trabalhava o corpo, a dinâmica da aula e deixou a vontade de ir praticando cada asana de forma a aperfeiçoá-los.
Ao principio era puramente físico, até que me comecei a interessar pela filosofia que estava por detrás do Yoga. E é todo um mundo novo, acho que esta vida não me vai chegar para conseguir viver no Yoga.
Começo, então, por explicar o que significa a palavra Yoga: traduzindo literalmente significa União.
Pois bem, mas união de quê?? Confesso que leio várias explicações e todas me parecem válidas, ha quem diga que é a união do nosso ser com a divindade que há em nós, que é a união do eu com o todo.. Eu acredito que o Yoga nos leva , neste plano da existência, à união da dualidade, isto é permite-nos deixar de ver as coisas/situações como boas ou más para as passarmos a ver apenas como a realidade sem qualquer julgamento. Lembro que esta é apenas e tão só uma opinião pessoal.

Namaste


Florais e Yamas - Brahmacharia

Grande parte das pessoas traduz esta palavra como abstinência sexual, mas analisando a raiz da palavra, Brahma significa ser supremo ou i...