quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Variações do Yoga

É com a prática de Yoga que alcançamos a transcendência.
 Através do disciplinar do corpo (auto-controlo) e da mente (meditação) há uma transmutação que nos permite a libertação desta realidade dual (Maya) e por conseguinte a iluminação (Samadhi).  
Yoga é um modo de ser/estar/viver a vida, uma filosofia de vida.
Inicialmente, o Yogi tem de se desprender das amarras de Maya, pelo controlo dos sentidos, emoções e parando o fluxo de pensamentos que são produto do Ego.
Uma analogia bastante interessante que demonstra o estado em que nos encontramos é comparando a nossa realidade à superficie de um lago quando o vento sopra. Quando o vento se detém as imagens distorcidas dão lugar às formas verdadeiras, tão sólidas e constantes como a “permanência da divindade absoluta”.


A grande vantagem do Yoga é que ele se adapta ao ser humano, existindo oito variações do Yoga:
  •  Raja Yoga (Yoga real)
  • Karma Yoga (Yoga da acção)
  • Jñána Yoga (Yoga do conhecimento)
  • Bhakti Yoga (Yoga da devoção)
  • Mantra Yoga (Yoga dos sons)
  • Laya Yoga (Yoga da dissolução)
  • Hatha Yoga (Yoga do corpo fisico)
  • Tantra Yoga (estudo do universo do ponto de vista do individuo)


Um outro caminho introduzido, mais recentemente, por Sri Aurobindo é o Yoga Integral (Purna Yoga), onde através do auto-conhecimento e abertura da consciência conseguimos reconhecer a divindade que há em nós, e deste modo trazer amor e luz ao nosso plano de existência.
Os três primeiros ramos do Yoga acima enunciado podem ser considerados variações do Raja Yoga e focam-se no trabalhar da mente e no desenvolvimento dos poderes que estão dentro de nós; os quatro seguintes são variações do Hatha Yoga, onde o foco é o exterior, isto é o corpo e suas emoções.
Segundo o meu ponto de vista, considero estes dois ramos do Yoga intimamente ligados, pois o desenvolvimento interior e exterior tem de andar a par, “No Raja without Hatha, no Hatha without Raja”.
É muito importante para o praticante que não se apegue a ninguém nem a nada e que esteja ciente que todo o poder que adquire seja unicamente para um bem maior, sem daí tirar quaisquer benefícios a nível material ou de enaltecimento do ego.

No entanto, cabe a cada um saber qual o melhor caminho!

Namaste

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