Considero a
ética no Yoga um dos temas mais
importantes quando se pretende iniciar uma vida com Yoga. A prática de asanas,
pranayama, concentração e meditação
são de grande importância para disciplinar o corpo e a mente, mas uma conduta
harmoniosa em relação a nós próprios e ao meio envolvente permite-nos vibrar no
amor, com respeito e compaixão.
O Raja Yoga de Patanjali e o seu Yoga Sutras
define conceitos e dá instruções que são consensuais para todos os mestres de Yoga. O objetivo é equilibrar o
turbilhão de pensamentos e emoções de modo a alcançar a independência, kaivalya. Para isso, Patanjali refere duas formas de
controlar a mente: Abhyasa, que é a
prática constante de segurar a mente, não deixando que vagueie e Vairagya, que significa o não apego às
emoções, deixando-as fluir.
Para nos
mantermos no centro, não provocando desarmonia com a Natureza é importante
conhecermos e não praticar, o que Patanjali designou como as cinco Kleshas (que
significa “aflições”) e são elas:
1.
Avidya: significa “ignorância” e entende-se
por aqueles comportamentos da mente que não têm em conta que o homem enquanto
consciência é eterno, puro e não sofre.
2.
Asmita: é o viver “agarrado” à
personalidade, identificado com ela, sem entender que a nossa maneira de ser
apenas nos permite viver neste plano.
3.
Abhinivesha: significa “possessividade” que
começa com o estar demasiado agarrado ao corpo físico, sem entender que é
apenas um instrumento que nos é útil e está disponível para nos servirmos dele
sempre com muito amor e respeito.
4.
Raga: “Desejos”
e 5. Dwesha: “Repulsas”: Isto
faz com que o individuo avalie as situações mediante os benefícios do momento,
em vez de ver a sua verdadeira importância enquanto ser imortal.
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