sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Ética no Yoga - Parte I

Considero a ética no Yoga um dos temas mais importantes quando se pretende iniciar uma vida com Yoga. A prática de asanas, pranayama, concentração e meditação são de grande importância para disciplinar o corpo e a mente, mas uma conduta harmoniosa em relação a nós próprios e ao meio envolvente permite-nos vibrar no amor, com respeito e compaixão.
O Raja Yoga de Patanjali e o seu Yoga Sutras define conceitos e dá instruções que são consensuais para todos os mestres de Yoga. O objetivo é equilibrar o turbilhão de pensamentos e emoções de modo a alcançar a independência, kaivalya. Para isso, Patanjali refere duas formas de controlar a mente: Abhyasa, que é a prática constante de segurar a mente, não deixando que vagueie e Vairagya, que significa o não apego às emoções, deixando-as fluir.
Para nos mantermos no centro, não provocando desarmonia com a Natureza é importante conhecermos e não praticar, o que Patanjali designou como as cinco Kleshas (que significa “aflições”) e são elas:

1.       Avidya: significa “ignorância” e entende-se por aqueles comportamentos da mente que não têm em conta que o homem enquanto consciência é eterno, puro e não sofre.

2.       Asmita: é o viver “agarrado” à personalidade, identificado com ela, sem entender que a nossa maneira de ser apenas nos permite viver neste plano.

3.       Abhinivesha: significa “possessividade” que começa com o estar demasiado agarrado ao corpo físico, sem entender que é apenas um instrumento que nos é útil e está disponível para nos servirmos dele sempre com muito amor e respeito.

4.       Raga: “Desejos”  e    5. Dwesha: “Repulsas”: Isto faz com que o individuo avalie as situações mediante os benefícios do momento, em vez de ver a sua verdadeira importância enquanto ser imortal.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Florais e Yamas - Brahmacharia

Grande parte das pessoas traduz esta palavra como abstinência sexual, mas analisando a raiz da palavra, Brahma significa ser supremo ou i...